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Educação Corporativa

Brasil Lidera em Qualificação para IA: 47% em Estágio Avançado

Relatório KPMG coloca o Brasil entre os países que mais avançam em treinamento para IA. 47% em estágio avançado. O que essas empresas fazem diferente?

cognusplay
11/06/2026
· 4 min de leitura

Um relatório da KPMG em parceria com a University of Melbourne coloca o Brasil entre os países que mais avançam em qualificação corporativa para inteligência artificial. 47% das organizações brasileiras já estão em estágios avançados de preparação para IA — percentual que supera a média de economias desenvolvidas.

O dado surpreende vindo de um país com desafios históricos em educação corporativa. A explicação é pragmática: a pressão competitiva da IA chegou ao Brasil com força em 2023 e 2024, e empresas que não se adaptaram rapidamente viram concorrentes ganharem vantagem. A urgência virou treinamento.

O que “estágio avançado” significa na prática

No relatório, estágio avançado não significa ter um time de cientistas de dados. Significa que a organização: tem estratégia definida para uso de IA, treina colaboradores regularmente em ferramentas aplicadas ao seu setor e mede o impacto da IA nos resultados do negócio.

É a diferença entre “usamos ChatGPT às vezes” e “temos processo de qualificação contínua em IA por função, com diagnóstico de gaps e trilhas de desenvolvimento”. A segunda empresa cresce mais rápido e erra menos — com evidência mensurável.

70%

do valor gerado por projetos de IA está ligado a profissionais e processos, não às ferramentas em si — segundo o AI Radar 2025 da BCG. Tecnologia sem time qualificado não entrega.

O que as empresas avançadas fazem diferente

Primeiro, não esperam o mercado resolver. Empresas em estágio avançado não terceirizam o desenvolvimento em IA para cursos externos eventuais — constroem capacidade interna. Líderes que sabem fazer as perguntas certas para a IA, analistas que validam resultados, equipes que usam ferramentas no fluxo de trabalho cotidiano.

Segundo, começam pelo diagnóstico. Antes de escolher a plataforma ou o curso, mapeiam quem no time já tem aptidão para IA e quem tem o gap maior. Isso evita o erro mais comum: treinar todo mundo no mesmo conteúdo básico quando metade já sabe e a outra metade precisa de uma base diferente.

O risco para quem ficou para trás

Com 47% das organizações brasileiras já em estágio avançado, quem ainda está na fase “vamos experimentar IA” está correndo atrás. O intervalo de vantagem competitiva entre empresas que qualificaram seus times para IA e as que não qualificaram vai se ampliar nos próximos 24 meses.

O Future of Jobs 2025 do WEF reforça: 39% das habilidades serão transformadas até 2030. Parte significativa dessas transformações é impulsionada pela IA. Empresas que não criaram jornadas de desenvolvimento agora vão encontrar em 2028 um time despreparado para o que o mercado já vai exigir como básico.

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A CognusPlay mapeia o perfil de cada colaborador em relação às habilidades de IA e propõe trilhas personalizadas de desenvolvimento.

O que as empresas brasileiras em estágio avançado fazem diferente

Empresas em estágio avançado de qualificação para IA não têm necessariamente mais orçamento — têm uma abordagem diferente. Em vez de comprar pacotes de cursos sobre IA e distribuir para o time, elas começam pelo diagnóstico: quais funções vão mudar primeiro, quais habilidades precisam ser desenvolvidas para cada perfil e qual é o gap atual. O treinamento vem depois do mapa, não antes.

O segundo diferencial é a velocidade de iteração. Empresas avançadas testam, medem resultado e ajustam a trilha em ciclos de 60 a 90 dias. Não esperam o fim do ano para saber se o programa funcionou. O dado de conclusão por matrícula, a nota de aprovação e o impacto no trabalho real são medidos no ciclo — não só no relatório anual.

O risco para as empresas que ficaram para trás

Com 47% das empresas brasileiras já em estágio avançado de qualificação para IA, o gap entre quem avançou e quem não avançou está crescendo — não estacionando. O WEF projeta que 39% das habilidades atuais serão transformadas até 2030. Para empresas que ainda não começaram o mapeamento, cada trimestre de atraso é um trimestre a mais de gap acumulado.

A janela para agir com custo e tempo razoáveis ainda está aberta. Mas não por muito. Empresas que esperarem 2027 para estruturar um programa de upskilling para IA vão competir por talentos, tempo de professores e atenção do time em um mercado ainda mais disputado. O momento de começar é agora — com diagnóstico, não com catálogo de cursos. Veja como o upskilling corporativo funciona quando começa pelo dado.

O relatório completo da KPMG e University of Melbourne sobre qualificação para IA está disponível no portal global da KPMG. Para empresas brasileiras que querem benchmarking detalhado por setor, o documento traz os critérios que separam estágio básico de estágio avançado em qualificação para IA. Internamente, o ponto de partida é o mesmo: diagnóstico de gap antes de contratar trilha. Veja como o os 8 sinais de que seu programa de treinamento não está funcionando ajuda a identificar onde o investimento em IA está vazando.

Escrito por
cognusplay
Equipe de conteúdo CognusPlay.

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