Profissionais de T&D utilizando IA generativa no trabalho
IA na Educação

87% dos profissionais de T&D já usam IA no trabalho — e você?

O AI in L&D Report 2026: 87% do setor de T&D já usa IA no dia a dia. Velocidade é o motivo principal e 66% usam para melhorar a experiência do aprendiz.

cognusplay
11/06/2026
· 5 min de leitura

O AI in Learning & Development Report 2026, publicado pela Twygo com base em pesquisa com profissionais da área, revela um número que deve chamar a atenção de qualquer gestor de RH ou T&D: 87% dos profissionais do setor já usam inteligência artificial no trabalho. A IA na educação corporativa saiu do modo experimental e virou rotina operacional.

Entre os que ainda não usam, o principal obstáculo não é resistência filosófica — é falta de clareza sobre como integrar IA ao fluxo de trabalho. Para os 87% que já usam, o caminho foi pragmático: começaram pelo que economizava tempo e foram descobrindo outras aplicações.

Para que a IA está sendo usada em T&D

Velocidade de produção: 84% citam produção mais rápida como benefício principal — e 88% reportam economia de tempo concreto na criação de materiais. Cursos que levavam semanas saem em dias. Avaliações que exigiam horas são geradas em minutos.

Experiência do aprendiz: 66% usam IA para personalizar a experiência de quem aprende — conteúdo adaptado ao ritmo, avaliações que respondem ao nível do aluno, feedbacks automáticos na hora certa. É a diferença entre um curso que trata todo mundo igual e um que responde ao que cada pessoa precisa.

Estratégia e eficiência: 40% usam IA para reduzir carga administrativa, 39% para fortalecer a estratégia de T&D com análise de dados. A IA não está substituindo o profissional de T&D — está liberando tempo para o que realmente importa: entender as necessidades de aprendizagem do negócio.

88%

dos profissionais de T&D que usam IA reportam economia de tempo na criação de conteúdo — AI in L&D Report 2026.

O que o 13% que ainda não usa precisa saber

Não usar IA em T&D em 2026 não é neutro. É escolher fazer o mesmo trabalho em mais tempo, com menos personalização e menos dados para tomar decisões. Nos próximos 18 meses, a diferença entre equipes que incorporaram IA e as que não incorporaram vai ser visível em velocidade, custo e qualidade dos programas.

O ponto de partida não precisa ser sofisticado: usar IA para gerar um primeiro rascunho de módulo de treinamento e revisá-lo já economiza horas. Usar para criar avaliações formativas já melhora a experiência do aprendiz. O erro é esperar o momento “certo” para começar — que nunca chega.

Para onde a IA em T&D está indo

A próxima fronteira é a IA preditiva integrada a sistemas de aprendizagem: identificar lacunas antes que virem problema de desempenho, ajustar trilhas em tempo real conforme o comportamento do aprendiz, conectar dados de treinamento com dados de resultado do negócio. É a promessa de um T&D que fala a língua do CEO — com números, não só com histórias.

IA que diagnostica antes de propor

A CognusPlay usa diagnóstico psicométrico e IA para identificar o perfil de cada colaborador e propor trilhas de desenvolvimento personalizadas.

Como integrar IA ao fluxo de trabalho de T&D na prática

Para os 13% que ainda não usam IA, o maior obstáculo não é resistência — é falta de clareza sobre por onde começar. A resposta prática: comece pela tarefa que mais consome tempo repetitivo. Criação de roteiros de treinamento, adaptação de conteúdo para diferentes níveis, geração de questões de avaliação e análise de feedbacks de conclusão são todos candidatos naturais.

A integração não precisa ser radical para ser útil. Profissionais de T&D que usam IA para criar um primeiro rascunho de conteúdo, revisar o que foi criado e publicar o resultado final economizam entre 40% e 60% do tempo de produção — segundo o mesmo relatório da Twygo. Esse tempo liberado vai para o que a IA não faz bem: entender o contexto humano, identificar o que realmente está bloqueando a aprendizagem e construir relação com os gestores que precisam do programa.

O que muda no design instrucional com IA no fluxo

A chegada da IA no T&D não elimina o designer instrucional — muda o que ele faz. O foco sai da produção de conteúdo e vai para a curadoria, personalização e mensuração de impacto. A pergunta deixa de ser “como criar este módulo?” e passa a ser “este módulo está gerando o comportamento que precisamos?”

Profissionais de T&D que entendem esse deslocamento — e desenvolvem as habilidades de análise de dados, gestão de aprendizagem e interpretação de resultado — se tornam mais estratégicos, não menos necessários. Os que insistem em fazer manualmente o que a IA faz melhor perdem tempo e perdem espaço nas organizações. Entenda como o ROI em treinamento corporativo muda quando a produção de conteúdo é acelerada por IA.

O relatório completo da Twygo — AI in L&D Report 2026 — está disponível para download gratuito e traz os dados segmentados por tamanho de empresa, setor e tipo de uso de IA. Para equipes de T&D que querem benchmarking antes de propor a adoção de IA internamente, esse é o documento mais completo disponível no Brasil. Veja como a gamificação bem aplicada se combina com IA para criar experiências de aprendizado mais eficazes e personalizadas.

Escrito por
cognusplay
Equipe de conteúdo CognusPlay.

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