CBTD 2026: 41º Congresso de T&D reuniu 10.000 profissionais em São Paulo sobre Comunidades de Aprendizagem
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CBTD 2026: 10.000 participantes — T&D virou designer de ecossistemas de aprendizagem

O 41º CBTD reuniu 10.000 profissionais em São Paulo com o tema Comunidades de Aprendizagem. O consenso: T&D saiu do suporte e virou estratégia.

cognusplay
18/06/2026
· 5 min de leitura

10.000 profissionais de T&D e RH foram para São Paulo nos dias 8, 9 e 10 de junho. O 41º Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD 2026) reuniu, em 140 atividades e 18 palcos simultâneos, as pessoas que pensam o futuro da aprendizagem nas empresas. E o consenso que emergiu desses três dias é mais claro do que qualquer slide de tendências: T&D deixou de ser suporte e virou designer de ecossistemas de aprendizagem contínua.

O tema do congresso, “Comunidades de Aprendizagem”, não foi escolhido por acidente. Ele aponta para uma mudança de paradigma que já está acontecendo nas organizações mais avançadas: aprender deixou de ser um evento (o treinamento de março) e passou a ser um ambiente — algo que acontece no fluxo do trabalho, com pares, com dados, com trilhas que se adaptam ao perfil de quem aprende.

O que o CBTD 2026 revelou sobre o momento do T&D

10.000

profissionais de T&D participaram do CBTD 2026 em São Paulo.

O tamanho do evento diz muito. Crescer para 10.000 participantes em sua 41ª edição mostra que a área de treinamento corporativo ganhou peso estratégico dentro das organizações. Não é mais o RH que “oferece cursos”. É a função responsável por preparar o capital humano para os desafios que a empresa vai enfrentar nos próximos dois anos.

As conversas nos 18 palcos giraram em torno de três eixos: como criar comunidades de aprendizagem que funcionam na prática (e não só no papel); como usar dados para personalizar trilhas sem perder escala; e como medir o impacto real da formação além da nota de satisfação do treinamento.

Personalização com diagnóstico: o diferencial que separa os melhores

A grande frustração que profissionais de T&D trazem para eventos como o CBTD é sempre a mesma: “como personalizar sem perder escala?” A resposta que apareceu consistentemente nas apresentações do congresso começa antes do treinamento — no diagnóstico de quem é o profissional antes de propor o que ele precisa aprender.

Quando você sabe onde cada pessoa está no seu desenvolvimento — quais competências já consolidou, quais estão em construção e quais ainda não existem — você pode montar trilhas que fazem sentido para aquele indivíduo. E pode fazer isso em escala, porque o diagnóstico é o que torna a personalização possível sem depender de um analista de T&D olhando caso a caso.

O que fica depois de um congresso de 10.000 pessoas

A pergunta mais honesta que se faz depois de um evento como o CBTD é: o que de fato vai mudar na segunda-feira? Três dias, 140 atividades, 18 palcos, 10.000 profissionais. É muita inspiração. Mas inspiração sem execução não move nada.

O que os melhores profissionais de T&D saem fazendo de forma diferente depois de eventos como o CBTD é identificar o próximo movimento concreto para implementar. Não todos os insights ao mesmo tempo — um. O mais viável, o mais urgente, o que resolve um problema que já existe no programa de desenvolvimento da empresa.

No caso do tema deste ano — “Comunidades de Aprendizagem” — o movimento concreto começa antes da tecnologia ou da estrutura: começa em saber quem são os aprendizes. Qual é o perfil de cada profissional? Qual é o nível de competência de cada um? Onde cada pessoa está no seu desenvolvimento hoje? Sem esse mapa, uma comunidade de aprendizagem vira um grupo com interesses vagamente comuns — e não um ecossistema onde as pessoas crescem juntas com intenção.

Dados que sustentam o consenso do CBTD

O tema “Comunidades de Aprendizagem” do CBTD 2026 não surgiu por acaso. Ele reflete o que a pesquisa sobre aprendizagem corporativa mostra de forma consistente: contexto social e colaboração aumentam retenção e transferência de aprendizagem para o trabalho. Uma pesquisa da Deloitte aponta que colaboradores que aprendem em comunidade têm 47% mais chance de aplicar o que aprenderam em projetos reais.

Mas comunidade de aprendizagem sem estrutura vira grupo de discussão. O que diferencia uma comunidade de aprendizagem funcional de uma experiência de networking disfarçada de formação é a clareza sobre o que cada membro precisa desenvolver — e isso exige diagnóstico individual. Você só pode construir uma jornada coletiva coerente quando sabe onde cada pessoa da equipe começa.

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O próximo passo para quem participou do CBTD

Sair de um congresso com 140 atividades e 10.000 conexões é ao mesmo tempo estimulante e paralisante. Muita inspiração, muitos cases, muitas ferramentas novas para avaliar. A pergunta que importa agora é: qual é o próximo passo concreto para aplicar o que você viu?

Se o consenso do CBTD foi que personalização com dados é o caminho, o ponto de partida prático é ter um diagnóstico de competências que funcione — que entregue resultados compreensíveis, que informe as decisões de trilha e que seja possível de aplicar em escala sem virar um projeto de seis meses.

Fonte: ABTD — CBTD 2026

Os debates do CBTD 2026 se apoiam em evidências que já circulavam no setor: a pesquisa que mostra que 70% dos treinamentos corporativos são ineficientes e os dados sobre microlearning e retenção de aprendizagem que sustentam o modelo de missões curtas.

Escrito por
cognusplay
Equipe de conteúdo CognusPlay.

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